INVERNO AUMENTA RISCOS DE DOENÇAS RESPIRATÓRIAS

Baixas temperaturas favorecem a circulação dos vírus da gripe, resfriado e da Covid-19.

No último dia 21 de junho a estação mais fria do ano chegou no hemisfério sul, mas junto com o inverno chegam inúmeras reclamações de quem sofre com rinite, sinusite, bronquite, asma e outras doenças respiratórias, já que podem sentir dificuldade ao respirar e desconfortos como ressecamento das vias aéreas. Por isso, alguns cuidados podem amenizar o sofrimento e evitar de contrair esses vírus causadores de infecções como gripe, resfriado e até mesmo Covid-19.

Com a mudança no comportamento das pessoas durante o inverno, a possibilidade de transmissão e contágio aumenta significativamente, já que os ambientes fechados não permitem uma maior troca e circulação de ar, como acontece em transportes públicos. Alguns cuidados básicos, incluindo a vacinação contra a gripe e contra a Covid-19, contribuem para reduzir as chances de infecção e de agravamento das doenças.

O otorrinolaringologista Carlos Barone Júnior, do Hospital Federal do Andaraí (HFA-RJ), orienta em como amenizar os efeitos do tempo seco e da baixa umidade, que são os principais fatores que contribuem para o aumento da circulação de vírus e fungos no ambiente. “Cobertores e casacos, que ficam muito tempo guardados no armário, fazem aumentar as doenças respiratórias no inverno. As mucosas nasais ressacadas também contribuem bastante”, disse o médico.

Além disso, dicas como evitar aglomerações, principalmente em locais fechados e com pouca circulação de ar; lavar as mãos com água e sabão; evitar de tocar a boca e os olhos com as mãos sujas; usar álcool em gel quando estiver fora de casa ou quando não tiver como lavar as mãos; manter os ambientes ventilados; vacinar-se contra a gripe e contra a Covid-19 são atitudes de extrema importância para diminuir as chances de contaminação.

VACINAÇÃO CONTRA GRIPE

Desde o dia 4 de abril, a campanha nacional de vacinação contra a gripe está acontecendo em todos os municípios do Brasil, com foco nos públicos específicos, como os profissionais da saúde, gestantes, idosos, puérperas, indígenas, professores e crianças com idades entre 6 meses e 5anos de idade. A vacinação para esses nichos terminou na sexta-feira (24) e a partir do dia 25 de junho teve início para toda a população, até durarem os estoques de doses nas unidades de saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, esse ano já foram distribuídas cerca de 80 milhões de doses e desse montante, estima-se que 34 milhões já foram aplicadas, segundo o levantamento feito pelo órgão na plataforma LocalizaSUS. A vacinação contra a gripe previne o surgimento de complicações decorrentes da infecção pelo vírus influenza, reduzindo os riscos de morte e a sobrecarga do sistema de saúde.

COVID-19

A Covid-19, causada pelo vírus SARS-CoV-2, causou uma pandemia mundial, matando milhares de pessoas ao redor do mundo e, mesmo após a agilidade da ciência em fazer estudos de uma patologia completamente desconhecida e desenvolver conjuntamente um imunizante e, mesmo vacinadas, muitas pessoas tem contraído pela primeira ou até mesmo por mais de uma vez o vírus nesse período do ano.

Os municípios e estados tem alertado para que todos não deixem de completar o esquema vacinal com todas as doses disponibilizadas de acordo com a faixa etária, uma vez que a vacinação contra o Coronavírus induz a formação de uma resposta imunológica específica contra o novo vírus. Assim, quando uma pessoa vacinada é exposta ao vírus, o organismo conta com anticorpos neutralizantes e com a resposta de outras células de defesa, que atuam para reduzir os danos da infecção, prevenindo o agravamento e os riscos de morte.

O Ministério da Saúde classifica os casos em cinco níveis, de acordo com a severidade: assintomáticos, leves, moderados, graves e críticos. Os casos leves apresentam sintomas como tosse, dor de garganta ou coriza, que podem vir acompanhados ou não de perda do olfato e do paladar, diarreia, dor abdominal, febre, calafrios, dor muscular, fadiga e dor de cabeça.

Os casos moderados podem ter os mesmos sintomas leves, tosse e febre persistentes e sinais de piora progressiva de outros sintomas relacionados à doença, como cansaço excessivo, falta de apetite e diarreia. Nesse estágio, os pacientes podem apresentar pneumonia sem sinais de gravidade.

O desenvolvimento da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é considerado pelo Ministério da Saúde um caso grave da Covid-19. A SRAG é uma complicação da Síndrome Gripal (SG), que apresenta sintomas como falta de ar ou desconforto respiratório, pressão persistente no tórax e saturação de oxigênio menor que 95%. A queda acentuada da saturação pode indicar redução da oferta de oxigênio no organismo, podendo levar o paciente a uma fase mais grave da doença, em que os casos críticos apresentam sintomas como a sepse (resposta inflamatória que se espalha pelo organismo), desconforto respiratório agudo, insuficiência respiratória ou pneumonia graves. Os pacientes podem precisar de suporte respiratório e internação em unidades de terapia intensiva (UTIs).

BRONQUIOLITE E PNEUMONIA

A queda de temperatura também favorece a circulação do vírus sincicial respiratório (VSR), causando infecções nas vias respiratórias, principalmente em crianças menores de 5 anos. O Ministério da Saúde alerta que a prevenção e o diagnóstico precoce podem ajudar a evitar os casos graves.

O VSR é uma das principais causas de infecções das vias respiratórias e pulmões em recém-nascidos e crianças pequenas, que podem causar bronquiolite e pneumonia. O período de sazonalidade do vírus normalmente tem início em maio e se estende até o mês de setembro, podendo se alongar em algumas regiões.

Entre janeiro e abril de 2022, foram notificados no sistema do Ministério da Saúde cerca de 3.600 casos de SRAG causados pelo vírus sincicial. A maior parte dos casos ocorreu em crianças menores de 4 anos.

Os sintomas mais comuns são febre baixa, dor de garganta e de cabeça e secreção nasal. Os pacientes também podem ter febre alta, tosse persistente, dificuldade para respirar, chiado no peito, lábios e unhas arroxeados, que indicam a necessidade de atendimento médico. Embora o vírus possa afetar a todos, os quadros mais graves acontecem em crianças menores de 2 anos, especialmente com menos de 6 meses. Em casos de infecção, o diagnóstico é clínico e pode ser feito a partir de exame de painel viral que detecta a presença do vírus.

Algumas medidas como evitar o contato ou exposição da criança com outra pessoa contaminada, reforçar os cuidados básicos de higiene como lavagem frequente das mãos com água e sabão e limpeza dos objetos que podem estar contaminados, como brinquedos, ajudam a reduzir os riscos de bronquiolite e pneumonia.

Fonte: CNN Brasil

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